Um roteiro pela trajetória do seringueiro ambientalista e pela natureza do Estado do Acre.

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Até o início do século XX, o território onde hoje fica o Acre pertencia à Bolívia. Uma lenda conhecida afirma que ele foi trocado com o Brasil por dois cavalos, mas a história real não é bem essa. O território era ocupado por seringueiros brasileiros e a Bolívia tentou reavê-lo por vias militares. A população se revoltou e deflagrou a Revolução Acreana, que terminou com a Bolívia cedendo as terras em troca de contrapartidas brasileiras, entre elas a construção da ferrovia Madeira-Mamoré.

Décadas depois, um outro seringueiro mostrou força na região, já pertencente ao Brasil. Nascido na cidade de Xapuri, Chico Mendes dedicou sua vida à defesa da Floresta Amazônica e de sua classe contra os abusos dos grandes fazendeiros. Sua atuação política despertou a ira de poderosos, que o assassinaram em 22 de dezembro de 1988.

Essa viagem de 2 dias leva você a Rio Branco e a Xapuri, em um roteiro que passa por alguns dos caminhos trilhados pelo ambientalista, ao mesmo tempo que revela a beleza da natureza acreana, palco de sua vida e de sua luta.

Destinos de
desta experiência
Rio Branco
Xapuri
Dia
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Dia 1
Nos passos de Chico Mendes

Começamos a viagem por Xapuri, onde Chico Mendes viveu, a 170 km de Rio Branco. Por causa de seu mais ilustre filho, a cidade é considerada berço do movimento ambientalista, de preocupações ecológicas e de preservação do meio ambiente, ideias defendidas por ele ao longo de sua trajetória.

O primeiro destino é a casa onde ele viveu e morreu, preservada exatamente como no último dia em que foi habitada. Singela e pequena, traz documentos e informações sobre a vida política e os derradeiros momentos do seringueiro. Por sua forte carga simbólica, tornou-se museu e símbolo da luta contra a injustiça social e o desmatamento amazônico. Foi declarada Patrimônio Cultural Nacional do Acre, pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).

A Reserva Extrativista Chico Mendes foi criada como homenagem ao líder político. Trata-se de uma unidade de conservação de 900 mil hectares, com trilhas pela floresta, circuitos de aventura e 40 seringais dedicados ao desenvolvimento sustentável. Um deles é o Seringal Cachoeira, onde a família de Chico ainda vive, junto com outros seringueiros, que adoram contar histórias sobre as lendas amazônicas.

Depois de visitar a floresta, é hora de conhecer a Igreja de São Sebastião. De estilo colonial, foi erguida durante a Revolução Acreana. Sua construção é uma homenagem dos habitantes do local a São Sebastião, e um pedido de proteção contra a guerra iminente. Desde então, o santo tornou-se padroeiro da cidade. Em 1915, a igreja foi presenteada pela Itália com uma imagem de São Sebastião, que tornou-se um importante objeto da fé local: em seus pés, fiéis acendem velas e depositam pedidos diversos.

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Dia 2
Ambientalismo e história do Acre

Depois de Xapuri, regressamos à capital do Estado do Acre. Começamos o dia visitando um destino criado em homenagem ao personagem tema desse roteiro: o Parque Ambiental Chico Mendes.

Os 52 hectares de reserva ambiental guardam áreas de floresta primária e espécimes de suas impressionantes flora e fauna. Localizado em antigo seringal, o parque possui trilhas, pequeno zoológico, brinquedos para crianças e área para piquenique. Também é um importante centro de educação e preservação ambiental e abriga um memorial sobre a vida e a ideologia de seu patrono.

A Biblioteca da Floresta é outro destacado centro do saber ecológico. Reúne conhecimentos e cultura de povos amazônicos e de pesquisadores em um edifício que mistura arquitetura moderna e traços indígenas. Seu acervo é voltado para a história do Acre, as lutas dos ambientalistas e a biodiversidade da floresta. Como não podia deixar de ser, há uma exposição permanente sobre Chico Mendes.

Para terminar o passeio, vamos ao Palácio Rio Branco, sede do governo do estado. Sua construção neoclássica já vale a visita. Mas as exposições sobre a cultura local e a origem do Acre também valem a pena. Ali, podemos encontrar mais informações sobre Chico, uma figura tão importante que se tornou onipresente na cidade. Por sua localização central, é também um bom ponto de partida para explorar um pouco mais da capital acreana, como o Novo Mercado Velho, uma restauração do antigo mercado da cidade, repleta de lojas e restaurantes de especialidades locais.

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