Siga os passos de Charles Darwin no Brasil, nas cidades de Salvador, Rio de Janeiro e Cabo Frio.

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Em 1831, o jovem cientista Charles Darwin recebeu um convite que mudaria sua vida e seria definitivo para desvendarmos um pouco mais as questões fundamentais da existência humana: quem somos? De onde viemos? O que fazemos aqui?

Com apenas 22 anos, o inglês embarcou no H.M.S. Beagle e partiu em direção aos Galápagos, no extremo sul do nosso continente. No caminho, fez paradas em algumas ilhas, até chegar ao Brasil, onde passou alguns meses e começou a coletar e comparar representantes das nossas fauna e flora. A pesquisa continuou durante os 4 anos da expedição e, anos mais tarde, transformou-se no revolucionário livro “A Origem das Espécies”, no qual Darwin prova que a luta pela sobrevivência faz as espécies evoluírem. Os mais adaptados ficam. Os menos, desaparecem.

Esse roteiro passa por lugares visitados pelo cientista no País: Salvador, Rio de Janeiro e Cabo Frio. Os trajetos podem ser feitos de barco, para entrar ainda mais no espírito de sua viagem, mas também de carro, ônibus ou avião. Escolha seu meio de transporte e embarque nessa expedição rumo às origens das espécies.

Destinos de
desta experiência
Cabo Frio
Rio de Janeiro
Salvador
Dia
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Dia 1
"Ninguém seria capaz de imaginar nada tão belo"

Darwin chegou a Salvador no verão, em 28 de fevereiro de 1832, depois de ter passado por Cabo Verde, pelo arquipélago de São Pedro e São Paulo e pela ilha de Fernando de Noronha. Seu primeiro contato com o continente tropical, após ancorar na Baía de Todos os Santos, foi impactante. “Ninguém seria capaz de imaginar nada tão belo quanto a antiga cidade da Bahia; ela fica docemente aconchegada num bosque exuberante de lindas árvores (...) A convicção de estar andando pelo Novo Mundo ainda é espantosa a meus olhos”, escreveu o cientista, em uma das cartas que enviava a cada porto atracado.

Salvador não está mais envolta pelo bosque mencionado, mas ainda guarda lugares onde se pode observar e explorar a natureza, como fez o inglês.

Darwin notou que os animais do continente americano eram diferentes dos encontrados na Europa. E que mesmo nas Américas as espécies possuíam variações, dependendo de onde eram achadas. No Farol da Barra e na Ponta de Humaitá, dois famosos pontos turísticos da cidade, entra-se em contato com a grande diversidade marinha do litoral baiano.

A escravidão brasileira também impactou o inglês. Em suas anotações, ele faz diversos comentários e observações a respeito da crueldade da prática. O Pelourinho, maior atração turística da cidade, é resquício da época em que os negros africanos eram obrigados a servir seus patrões brancos.

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Ótimo para

Comfort Inn

Dia 2
"Descobertas novas são feitas a cada instante"

O Rio de Janeiro encantou o jovem Charles Darwin, que tinha apenas 23 anos quando desembarcou na cidade, após deixar Salvador. O cientista passou 3 meses na então capital do País. Em meio à enorme riqueza da natureza tropical, não parou de fazer descobertas. Do bairro de Botafogo, onde ficou um tempo hospedado, escreveu: “os interessados em história natural têm vantagem no sentido de que sempre descobrem alguma coisa que lhes chama a atenção, mas nesses climas tão férteis, repletos de seres animados, para fazer uma caracterização, descobertas novas são feitas a cada instante e são tão numerosas que só se pode avançar com dificuldade”.

Darwin andou por diversos bairros da cidade, como Catete, Flamengo e Lagoa. E no Jardim Botânico encontrou uma grande e impressionante riqueza biológica. O lugar ainda existe e é um dos mais interessantes passeios do Rio de Janeiro. Ali, estão catalogadas centenas de espécies vegetais e animais, aos pés da Floresta da Tijuca, com uma linda vista para o Cristo Redentor, no morro do Corcovado.

O Parque Nacional da Tijuca também é ótimo para a observação da natureza. De fácil acesso, pois está praticamente no meio da cidade, possui muitas trilhas pelas matas, que levam a mirantes de onde se tem exuberantes vistas panorâmicas da cidade, como a Vista Chinesa e a Pedra da Gávea.

As praias da Cidade Maravilhosa, a exemplo de Ipanema e Copacabana, foram estudadas pelo inglês. Mesmo que o avanço da cidade sobre a orla tenha afastado grande parte das espécies que por ali transitavam, ainda é possível ver algumas, entre elas tartarugas marinhas, peixes diversos e golfinhos.

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Dia 3
Vida marinha

Pouco depois de chegar ao Rio de Janeiro, Darwin conheceu um conterrâneo que se preparava para visitar suas propriedades, um pouco ao norte de Cabo Frio. Convidado a se unir a ele, o cientista não hesitou. Montados em cavalos, a dupla atravessou a Mata Atlântica durante algumas semanas.

O calor intenso e o silêncio da floresta o impressionaram. Assim como a variedade de vida encontrada: borboletas, vaga-lumes, aves pescadoras, orquídeas e formações vegetais diversas. Ele acordava cedo para explorar as redondezas e coletar espécimes, que enviava à Inglaterra, para serem analisados e catalogados. Ao retornar da expedição, 4 anos depois da partida, Darwin já era um renomado, apesar de jovem, cientista.

A cidade de Cabo Frio cresceu e se modificou, mas a sua natureza ainda pode ser apreciada e descoberta por qualquer pessoa. Suas praias são propícias para a observação da vida marinha. A das Conchas tem água cristalina e é ótima para mergulhos em suas piscinas naturais. A das Dunas, mais deserta e calma, está cercada de vegetação nativa, com muitas espécies dentro e fora da água.

Não há registros indicando se Darwin visitou o Forte de São Mateus, construído no século XVI, para proteger a cidade contra possíveis invasores. Mas vale a pena ir até suas ruínas e, lá de cima, observar a bela orla de Cabo Frio, seu mar azul turquesa, a incrível natureza que seduziu um dos mais importantes cientistas de todos os tempos e ainda o auxiliou nas pesquisas que nos ajudam a entender um pouco mais quem somos.

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Aproveite!